domingo, 4 de dezembro de 2011
Parabéns aos Peritos Criminais
O dia do Perito Criminal foi instituído por Lei Federal, como discutimos nesse post.
Aproveito para divulgar o blog do colega de Alagoas, André Braga, que edita o Perícia Criminal Alagoana.
Saudações,
sábado, 12 de novembro de 2011
CSI Bahia - episódio 2 (entomologia forense)
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Sobre o XXI Congresso Nacional de Criminalística
terça-feira, 11 de outubro de 2011
A nobre iniciativa no DPT/BA - CSI Bahia
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Da experiência de colegas internacionais

Semana passada estive acompanhando o Simpósio Internacional de Local de Crime ocorrido aqui em São Paulo. Esteve presente o Detective Sergeant Joseph Blozis, da polícia de Nova Iorque (NYPD). Joe Blozis, como prefere ser chamado, é hoje aposentado, mas por muitos anos trabalhou na Crime Scene Unit da NYPD, participando, inclusive, do processamento de um dos maiores locais de crime já conhecidos: o ground zero dos ataques de 11 de setembro de 2001.
Sua explanação foi bastante interessante ao longo dos dois dias de simpósio. Demonstrou que alguns procedimentos são de fato universais, mas que outros são bastante divergentes (especialmente quando se refere a entreves derivados da legislação corrente em cada país). Blozis demonstrou o que muitos dos peritos criminais já sabiam: os métodos e equipamentos utilizados na América do Norte não são como mostrados nos seriados "periciais" como CSI: Crime Scene Investigation.
Outro ponto que vale a discussão foi uma colocação do colega nova-iorquino acerca da punição e seriedade na investigação de crimes de menor potencial ofensivo. Segundo Joe Blozis, crimes relacionados ao patrimônio, como pequenos furtos, são muito bem investigados e a pena é aplicada com muito rigor. Questionado o motivo, ele explicou que a atividade ilícita dos meliantes tende a ocorrer em um crescente de periculosidade. É freqüente encontrar registros de furtos e roubos na ficha criminal de homicidas. Assim, penalizando duramente o criminoso menor, reduz-se a criminalidade geral em um futuro próximo, pois o assassino de hoje é o assaltante de ontem e o ladrão bala de anteontem.
Curioso notar que esse princípio descrito pelo colega não é seguido no Brasil. Cá nas terras tupiniquins, a infração de menor potencial ofensivo é registrada por Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e, nesses casos, "Ao autor do fato que, após a lavratura do termo, for imediatamente encaminhado ao juizado ou assumir o compromisso de a ele comparecer, não se imporá prisão em flagrante, nem se exigirá fiança" (art. 69 da Lei Federal 9099/95).
A problemática nacional não pára por aí. A grande questão é que não adianta punir com rigor o ladrão de galinhas se, ao cercear sua liberdade em presídios, acabam por ingressar em verdadeiras escolas de criminalidade. Isso é fato notório e de saber geral. Logo, temos um sistema muito mais amplo para ser combatido. Mas são com pequenas atitudes que podemos mudar essa realidade.
Está na hora de revermos nossos conceitos de combate ao crime. Está na hora de valorizarmos as estratégias preventivas.
domingo, 5 de junho de 2011
E abriram a mala... novamente.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Perícia Forense do Ceará - PEFOCE

Recebi esses dias uma brilhante apresentação da PERÍCIA FORENSE DO CEARÁ (PEFOCE), contendo dados estratégicos de gestão com ótimos indicadores de produtividade e um projeto de interiorização de sucesso. Construiram obras importantes, compraram equipamentos importantes, reestruturaram e o resultado em qualidade e produtividade foi evidente.
Gostaria de aproveitar o canal para parabenizar a gestão da PEFOCE nos últimos anos e apoiar sua luta na busca de melhor reconhecimento salarial e de novos concursos.
Não consegui carregar a apresentação (6MB) aqui no blog, mas pra quem tiver interesse eu armazenei a apresentação num site de download. [Para acessar, escolha o download regular, espere os 15s e clique no link que aparecerá após o fim da contagem regressiva]
Saúde!!!
terça-feira, 10 de maio de 2011
Perícia em Imagens de Cameras Roubadas
Sabemos que os arquivos de fotografias digitais contêm informações de metadados normalmente utilizadas em softwares de edição avançada de imagens. São informações das condições técnicas de como aquela foto foi retirada tais como abertura focal, tempo de exposição, data, hora, fabricante, GPS (se disponível) etc...
Na perícia criminal em edição de imagens, a manipulação destes metadados (tecnicamente conhecidos como exif) com a devida "perícia" pode revelar indícios de manipulação da imagem. Uma outra possibilidade é confrontar com uma câmera com arquivos digitais, realizando um nexo material entre o equipamento e seu produto fotográfico.
Uma recente reportagem de "O GLOBO", contudo, mostrou uma função inovadora para tais metadados: Encontrar câmeras roubadas através de fotos tiradas com ela.
No "criativo" site www.stolencamerafinder.com é possível carregar fotografias anteriormente retiradas com a máquina que se deseja encontrar. Um aplicativo web se encarrega de ler e procurar na internet se há imagens publicadas com o mesmo número de série do equipamento fotográfico, possibilitando sua localização.
Um problema é que nem todas as máquinas fotográficas gravam esses metadados (tecnicamente conhecidos como exif). Quer saber mais sobre isso? Coloca exif reader no google ou procura por exif no manual da tua máquina se não o tiverem roubado também!
terça-feira, 5 de abril de 2011
E abriram a mala...
O quesito da autoridade era "É possível abrir a referida mala, acessar seu conteúdo e fechá-la sem que o cadeado seja aberto e sem deixar vestígios?". Então, você observa a mala e imagina que não seja possível tal feito, mas antes de responder decide "ouvir" a opinião de outros "especialistas", buscando informações na internet. Eis que se depara com o vídeo abaixo:
Reposta ao quesito: Sim.
domingo, 27 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
Os mitos dos Acidentes de Trânsito
1. “99% dos acidentes de trânsito são causados pelos motoristas.”
Ainda que o fator humano seja preponderante como causa dos acidentes de trânsito, o fator causal veicular e o fator causal viário-ambiental são negligenciados nas estatísticas elaboradas a partir de informes policiais. Estes fatores quando considerados como causas associadas a outras, a partir de uma visão de analise sistêmica, aumentam muito sua participação, o que só aparece em estudos científicos. É consenso mundial de que o fator humano, associado a outras causas, corresponde a aproximadamente 90%. No entanto, afirmar que 99% dos acidentes são causados unicamente pelos condutores é lavar as mãos e jogar toda a responsabilidade para os condutores.
2. “Em um acidente de trânsito seguido de incêndio, resulta a explosão do tanque.”
Quando do incêndio em veículo, é improvável que ocorra a explosão do tanque de combustível, apesar do mesmo conter vapores potencialmente explosivos. No interior do tanque, a mistura entre combustível e ar atmosférico se encontra saturada, ou seja, acima do limite superior de inflamabilidade. Além disso, os tanques de combustível são providos de dispositivo de alívio de pressão, o que permite a fuga de combustível e o conseqüente efeito lança-chamas, sendo improvável que o fogo penetre para o interior do tanque e ocasione uma combustão súbita da massa de combustível. Atualmente, utilizam-se materiais construtivos de baixo ponto de fusão, como o alumínio e matérias plásticos, os quais sofrem derretimento quando submetidos à ação do calor. Por certo, a explosão de veículos incendiados encontra-se impregnada no imaginário das pessoas, incentivado pela indústria cinematográfica.
3. “O tempo de reação dos motoristas é de 0,75 (3/4) segundos.”
Os mais recentes estudos sobre tempos de reação de condutores nos dão conta de que ninguém reage a uma situação inesperada em menos de 1,8 segundos durante o dia e em menos de 2,5 segundos durante a noite (tempos mínimos de reação), o que explica a inevitabilidade de muitos dos acidentes de trânsito. Este tempo de reação, conhecido como tempo de P.I.E.V. (Percepção, Identificação, Emoção e Vontade) pode chegar a até 5,1 segundos, dependendo de diversos fatores tais como cansaço, enfermidades, idade, álcool e outras drogas, entre outros. O tempo de reação de 0,75 segundos só corresponde à realidade em uma situação esperada e em condições externas favoráveis, como por exemplo, a espera pela mudança de cor de um semáforo.
4. “O travamento do ponteiro do velocímetro revela a velocidade em que o veículo trafegava no momento do impacto.”
O travamento do ponteiro do velocímetro não se constitui em um indicativo confiável da velocidade de impacto de um veículo envolvido em acidente de trânsito , dadas as diversas desacelerações a que o mecanismo de medição da velocidade é submetido em uma colisão.
5. “O acidente de trânsito foi causado pelo estouro de um pneu.”
Os pneumáticos utilizados atualmente na indústria automobilística são de construção radial e os mesmos não estouram quando rompidos, esvaziando lentamente, diferentemente dos pneumáticos antigamente utilizados, de construção diagonal.
6. “Quando do rodízio ou substituição dos pneus, deve-se colocar os pneus menos gastos na dianteira e os mais gastos na traseira.”
O eixo traseiro constitui-se no “leme do veículo”. Em uma situação de tráfego em traçado curvo e com pista molhada, por exemplo, o acionamento do sistema de freio associado ao desgaste da banda de rodagem dos pneumáticos traseiros, resulta na derrapagem do eixo traseiro e na conseqüente perda da estabilidade direcional, situação de mais difícil correção, a qual muitas vezes é confundida com o fenômeno da aquaplanagem .
7. “Os pneus gastos são mais eficientes.”
Ainda que teoricamente um pneumático “liso”, ou seja, com elevado desgaste da banda de rodagem, tenha maior área de contato e, portanto, maior eficiência de frenagem em pista seca (vide pneus slick na fórmula 1), com péssimo desempenho em pista molhada, pneus com prazo de validade vencido tem pior desempenho pela degradação e conseqüente perda das propriedades mecânicas da borracha, resultando em menor eficiência de frenagem
8. "A saída da pista de um veículo significa que o motorista dormiu ao volante.”
A saída de inopino de um veículo de uma pista, tanto de traçado curvo, quanto de traçado retilíneo, pode ocorrer por diversas causas, inclusive pelo condutor ter dormido ao volante. Muitos dos acidentes de trânsito contabilizados em estatísticas oficiais como “dormir ao volante”, tem na verdade outras causas.
9. “O cinto de segurança só é importante na estrada, e inconveniente em algumas situações.”
O cinto de segurança apresenta sua máxima eficiência enquanto dispositivo de segurança passiva em velocidades de até 60 km/h. Daí a importância da sua utilização em perímetros urbanos. Além disso, os mecanismos de lesões mais freqüentes em acidentes de trânsito (projeção, ejeção, intrusão e asfixia) são todos atenuados pela utilização deste que é o mais simples e efetivo dispositivo de segurança veicular. Se como conseqüência de um acidente de trânsito ocorrer imersão em água ou se for deflagrado um incêndio, as chances dos ocupantes estarem lúcidos e se evadirem do veículo são bem maiores para aqueles que utilizam o cinto de segurança. Portanto, o cinto de segurança deve ser utilizado sempre e por todos os ocupantes
10. “Se melhorar as condições de tráfego vão ocorrer mais acidentes.”
De fato, as estatísticas internacionais nos têm revelado um menor número de mortes por acidentes de trânsito em adversas condições ambientais, o que pode parecer contraditório, tendo em vista as piores condições de aderência e de visibilidade ambiental, mas que acabam por diminuir o ímpeto dos condutores e a ocupação das vias. Da mesma forma, a melhoria física da infra-estrutura viária resulta na diminuição do número de vítimas/unidades de tráfego, diferente da influência sobre o número absoluto de vítimas que pode ser aumentado pelo incremento de tráfego originado a partir destas melhorias.
11. “Os carros antigos eram mais fortes e seguros que os modernos.”
Os carros mais antigos eram, na verdade, mais rígidos e conseqüentemente tinham mais dificuldade para se deformar no caso de uma colisão. Os carros mais modernos, por sua vez, são feitos para deformar, absorvem energia cinética, amenizando assim a sua transferência para os ocupantes e aumentando as chances de sobrevivência. Do ponto de vista da segurança veicular, “o carro ideal é aquele que a gente olha feio e ele se deforma.”
12. “Os atropelamentos são sempre causados pelos motoristas.”
Muitos dos atropelamentos ocorrem em uma situação de inevitabilidade para o condutor, pois nesses casos a distância de parada (distância de reação + distância de frenagem) de um veículo para a velocidade em que ele trafega é maior do que a distância em que ele percebe a presença de um pedestre, mesmo estando em velocidade de placa. Os pedestres devem cuidar da sua segurança, pois é muito mais fácil um pedestre parar do que imobilizar um veículo, bem como, na maioria das vezes, um pedestre visualizar um veículo do que o contrário. Convém também lembrar que uma criança de até 12 anos ainda não desenvolveu plenamente as suas capacidades físicas, intelectuais e sociais para se locomover sozinha no trânsito. O pedestre deve assumir sua condição de membro do ambiente viário.
13. “A prioridade da prevenção é reduzir o número de acidentes de trânsito.”
A prioridade das medidas preventivas com relação aos acidentes de trânsito não é a de reduzir o número de acidentes de trânsito e sim de reduzir o número de acidentes de trânsito com vítimas fatais, seguido dos acidentes de trânsito com lesões permanentes, seguido dos acidentes de trânsito com lesões em geral, seguido dos acidentes de trânsito com danos ambientais e seguido dos acidentes de trânsito com danos materiais. De nada adianta se investir em segurança no trânsito e não se reduzir o número de mortes por acidentes de trânsito. Em uma determinada situação, a redução do número de vítimas fatais pode se dar pela melhoria dos procedimentos de primeiros socorros, de resgate e remoção de emergência. Do total dos acidentes de trânsito, aproximadamente 15% resultam em lesões significativas, com aproximadamente 1% resultando em vítimas fatais e 85% apenas em danos materiais.
14. “Os carros saem da fábrica sem defeitos.”
Existe um número significativo de acidentes de trânsito causados por falha de componentes automotivos, não apenas por uso inadequado ou por ausência de manutenção, mas também por problemas de fabricação e que não aparecem nas estatísticas. Daí a importância da certificação de componentes automotivos e a realização dos recalls. Há muito tempo caiu por terra o “mito da infalibilidade das montadoras”.
15. “Os Pardais não funcionam, fazem parte da indústria da multa.”
Concebidos para serem discretos, como ninhos, e daí o apelido de “pardal”, estes dispositivos eletrônicos de controle de velocidade tiveram sua eficácia prejudicada pela exigência legal de serem sinalizados. Neste caso, é fácil quebrar a indústria da multa: é só respeitar o limite máximo de velocidade. Pior que a indústria da multa é a indústria da contra-multa.
16. “Posso beber e dirigir, pois quando bebo dirijo com mais cuidado.”
Ao contrário do que algumas pessoas ainda possam acreditar, apesar de produzir certa excitação inicial, o álcool é um depressor do sistema nervoso central (SNC), com grau de depressão diretamente proporcional a sua concentração no sangue. Uma concentração de 0,5 dg álcool/litro sangue, inferior à concentração tolerável antes da promulgação da denominada “lei seca”, pode dobrar o tempo de reação do condutor.
Considerando-se que o SNC comanda as reações do cérebro, alterando a percepção, a coordenação motora e a capacidade de auto-avaliação, resulta os seguintes aspectos para os condutores: alteração da capacidade de julgamento e aumento da auto-confiança, com elevação da velocidade de condução do veículo; maior tempo de observação para a avaliação de situações de trânsito, inclusive as mais corriqueiras; dificuldade ou até mesmo impossibilidade de sair-se bem de situações inesperadas que dependam de reações rápidas e precisas; tendência de fixação em um ponto único, diminuindo a sua capacidade de desviar a atenção para outro fato relevante; e limitação da percepção a um menor número de fatos num determinado tempo.
Tais aspectos resultam em uma relação direta entre o consumo de bebidas alcoólicas e o risco de provocar ou se envolver em acidentes de trânsito, relação esta evidenciada pelas estatísticas mundiais de acidentes de trânsito, as quais revelam altos índices de envolvimento neste tipo de sinistro por condutores que ingeriram bebida alcoólica, principalmente à noite. Segundo estudo , entre as 3h e 4h da madrugada de um fim de semana, o risco de fatalidade em acidentes de trânsito é 10 vezes maior que durante as 10 e 11h da noite, quando a escuridão é a mesma.
Por último, vítimas de acidentes de trânsito alcoolizadas possuem menos chances de sobrevivência. Sendo o álcool um dilatador dos vasos sangüíneos, os acidentados alcoolizados em choque apresentam maior perda de sangue com maior enfraquecimento do coração que não se contrai com a mesma força, gerando falência no sistema cardiocirculatório. Além disso, em atendimento de emergência existe a dificuldade de se diagnosticar se a pessoa teve uma lesão neurológica ou se está apenas alcoolizada. Também no caso de necessidade de uma cirurgia, existe a questão da anestesia. Portanto, vítimas de acidentes de trânsito alcoolizadas são mais suscetíveis a óbitos.
17. “Se eu estiver de capacete, estou seguro no caso de acidente (cultura do capacete).”
Apesar da importância da utilização do capacete enquanto equipamento de proteção individual para ocupantes de motocicletas, ocorrido um acidente de trânsito com este tipo de veículo, são grandes as chances de gravidade de lesões em outras partes do corpo. A melhor forma de se proteger em uma motocicleta é adotar uma atitude de condução segura, além do “ver e ser visto”, evitando que ocorra o acidente de trânsito.
18. "O Brasil é o campeão mundial dos acidentes de trânsito.”
Nosso país apresenta índices acidentológicos, número de vítimas por população e por frota, muito maiores do que países que adotaram programas de prevenção de acidentes de trânsito, mas menores do que outros países. Acidentes de trânsito não é a maior causa de morte da nossa população, mas a maior causa de morte de jovens, isto num país de grandes índices de criminalidade contra os jovens. Os acidentes de trânsito são a maior causa de perdas de anos de vida laborativa em nosso país, o que representa um enorme impacto na nossa economia.
19. “Só a Educação vai melhorar a situação dos acidentes de trânsito.”
A redução a um número aceitável do número de mortes por acidentes de trânsito em nosso país depende de um programa de prevenção baseado na educação, no esforço legal e na engenharia viária e veicular, e não apenas na educação.
20. “A solução para os acidentes de trânsito é aumentar o rigor das penas”
Aumentar o rigor das penas não resolve o problema da criminalidade e muito menos dos acidentes de trânsito. O mais importante é termos maior qualidade na fase policial e judicial de apuração da responsabilidade dos acidentes de trânsito, visando a diminuição da impunidade com o fortalecimento da prova pericial na instrução processual, evitando o julgamento de um acidente de trânsito apenas por um informe policial ou por prova testemunhal.
Literatura Consultada
G. T. Taoka, Brake Reaction Times of Annalerted Drivers, Int. Traff. Journal (1989).
Robert Dewar, Human factors Affecting Perception, Law and Order Magazine, August (1996).
, W. Toresan Jr., O Registro Permanente do Ponteiro do Velocímetro de Veículos Automotores, Após um Evento de Colisão, Utilizado como Elemento para a Perícia em Acidentes de Trânsito (2006).
O. Negrini N. e R. Kleinübing, “O Mito da Aquaplanagem”, Dinâmica dos Acidentes de Trânsito - Análises, Reconstruções e Prevenção, Ed. Millennium, 3a Edição (2009).
Schwing, R. C. e Kamerud, D. B., The Distribuition of the Risk: Vehicle Occupant Fatalities and Time of the Week, Risk Analysis 8 (1988).
quinta-feira, 10 de março de 2011
Perito Criminal Paranaense Publica Livro Sobre Perícia em Crimes Conta a Pessoa
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Teste de Sangue Humano e suas Limitações

sábado, 12 de fevereiro de 2011
INC recebe avaliação máxima no programa de qualidade da UNODC
A área de toxicologia do Setor de Perícias de Laboratório do Instituto Nacional de Criminalística (SEPLAB/INC) da Polícia Federal participa de um programa internacional de controle de qualidade da UNODC (Office on Drugs and Crime)/ONU, por meio de exercício colaborativo (Internacional Collaborative Exercises - ICE). A cada exercício, os laboratórios participantes recebem 4 amostras de urina humana liofilizadas, com o objetivo de realizar as análises toxicológicas, identificando as possíveis substâncias proscritas e/ou controladas presentes. Os procedimentos
relacionados ao tratamento das amostras (metodologias de extração, concentração e derivatização), as análises de triagem e os exames confirmatórios empregados são descritos em formulário e, juntamente com os resultados, são enviados via online ao portal do ICE-UNODC, o qual nos emite um relatório de avaliação (disponíveis em http://www.unodc.org/unodc/en/scientists/quality-assurance-support.html).
A área de toxicologia está em incipiente estruturação; ainda não possuindo um laboratório exclusivo para análise de traços em material biológico, com espaço físico e equipamentos próprios, o que resulta em dificuldades na realização de alguns passos da marcha analítica. Apesar da ausência de condições ideais, o último exercício (2010-2-Biological Specimens), realizado e submetido em janeiro, obteve resultado máximo na avaliação qualitativa. Foram identificadas substâncias da classe dos opiáceos, das anfetaminas, dos benzodiazepínicos e metabólitos da cocaína, referente às quatro amostras de urina enviadas. Padronizou-se a metodologia de extração em fase sólida (SPE) e adotou-se a técnica de cromatografia líquida de alta eficiência acoplada à espectrometria de massas (LC-MS-TOF), como exame confirmatório. Na triagem, foi utilizada a técnica da cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas (GC-MS). A utilização do LC-MS-TOF mostrou-se vantajosa em relação ao GC-MS, uma vez que não requer reações de derivatização (necessárias a algumas substâncias quando analisadas por GC-MS) e apresenta maior sensibilidade para muitos dos analitos pesquisados (fato importante quando se fala em concentração na faixa de partes por bilhão).
Fonte: Informativo "DITEC Notícias" da Diretoria Técnico-Científica da Polícia Federal
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Peritos Criminais Federais lançam livro sobre Computação Forense

O livro “Desvendando a Computação Forense”, escrito pelos Peritos Criminais Federais Pedro Monteiro da Silva Eleutério e Marcio Pereira Machado, ambos do Setor Técnico-Científico do Estado de Mato Grosso do Sul (SETEC/SR/DPF/MS), acaba de ser lançado pela Novatec Editora e é uma das primeiras obras nacionais sobre o assunto.
Com uma linguagem simples, o livro apresenta uma visão geral da Computação Forense, os conceitos envolvidos, as fases dos exames, além de mostrar ferramentas e dicas importantes para superar os desafios inerentes a essa área de atuação. A obra mostra, com certo grau de detalhes, o que pode ser feito para recuperar as evidências digitais, auxiliando na solução de diversos tipos de crimes envolvendo equipamentos de informática.
Recomendado para quem está iniciando seus estudos em Computação Forense, bem como para profissionais que queiram entender os métodos e as técnicas empregadas
nesse tão importante campo de estudo, tal livro também é indicado para professores e alunos dos cursos de Computação que podem orientar/realizar pesquisas nessa área.
Por não ser demasiadamente técnica, a obra também é indicada para os aplicadores de Direito, como juízes, promotores, delegados, advogados, entre outros, uma vez que esses profissionais devem conhecer como a Computação Forense pode auxiliar na solução de diversos crimes, contribuindo para processos judiciais mais eficientes.“Desvendando a Computação Forense” também é indicado para quem pretende prestar concursos para o cargo de Perito Criminal na área de Informática, pois o livro explica bem o dia a dia desse profissional.
O site oficial do livro, onde é possível ver mais informações, é o seguinte:
http://www.novatec.com.br/livros/computacaoforense/
Fonte: Setor Técnico Científico da Polícia Federal no MS
sábado, 11 de dezembro de 2010
Comando Vermelho em Roma?!

Certamente muitas pessoas receberam esse email. Ocorre que Perito é uma raça curiosa e tenta olhar com outros olhos. Abri a figura num editor de imagens e apliquei sucessivos filtros de nitidez, resultando na imagem abaixo, onde se pode ver bastante destacado o "105". A forma como se destacaram os numerais é um claro indício de que estes algarismos não coadunam com o resto da imagem e que, portanto, foram adicionados por meio de montagem fotográfica.

Ademais, quando se observa mais de perto, é possível notar ainda incoerências quanto ao sobreamento. A sombra da camiseta não é contínua no numeral "5", mostrando mais uma vez que houve adição de elementos a figura original.Atrás do anonimato da internet, os usuários muitas vezes se sentem livres da necessidade de seguir regras de convivência social. Ocorre que acusar uma pessoa de associação ao trafico com base em elementos sabidamente falsos constitui crime de "Calúnia".
Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime:
Pena - detenção, de seis (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. (Código Penal)
O jogador Adriano, portanto, se sentir ofendido com o email, pode encaminhar uma notícia crime a Polícia e a Autoridade Policial certamente diligenciará no sentido de solicitar Quebras de Sigilos, Mandados de Busca e Apreensão, e Perícias Criminais Oficiais para rastrear a mensagem e comprovar a autoria e materialidade deste crime.
Pessoalmente, acho que o caso poderia ser resolvido e divulgado como exemplo. A repercussão de crimes como estes são oportunidades de realizar um trabalho técnico-policial educativo para ensinar a certos "marginais" (estes sim!) a respeitarem nossos ídolos e, acima de tudo, os seres humanos que estão do outro lado da telinha.
Força Adriano!
sábado, 4 de dezembro de 2010
Parabéns aos Peritos Criminais Oficiais!!!
É dia de reconhecer a importância do trabalho pericial e divulgá-la a sociedade. Aos colegas que lutam contra as dificuldades diárias em busca da produção de provas materiais sólidas, nossos leitores, deixamos aqui nossa homenagem por este dia.
Atenciosamente,
Equipe do Ciência Contra o Crime





