quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Kary Mullis, PCR e a revolução da criminalística

Já comentamos neste blog sobre os exames de DNA em meio criminal, ressaltando a possibilidade (ou não) de sua falsificação. Para aqueles que já se perguntaram como é possível obter um perfil genético de uma amostra biológica tão exigua quanto uma impressão de lábio num copo, aqui vai a resposta: PCR. A sigla, traduzida, quer dizer Reação em Cadeia da Polimerase (ou, em inglês, Polymerase Chain Reaction).

De forma simplificada, trata-se de uma reação que permite a criação de cópias de uma molécula de DNA (ou parte dela) a partir de regiões flanqueadoras e de uma enzima chamada Taq DNA Polimerase. No meio laboratorial, essa procedimento de criar cópias é chamado de amplificação e, por meio deste, amostras contendo pouquíssimo DNA (como as forenses) pode ser analisada.

A técnica foi desenvolvida por Kary Banks Mullis, em 1983, e rendeu um prêmio Nobel de Química dez anos depois. Dizem que que Mullis ficou tão $ati$feito com seu invento que mudou para uma praia e virou surfista (vide a capa de seu livro ao lado, cujo nome em tradução livre ao português é "Dançando nu no campo da mente"). Segundo Therese Littleton, "Mullis é um cara facinante e sua autobiografia vai enterrar para sempre o esteriótipo do cientista nerd e sético".

Para rir um pouco, dê uma olhada nesse criativo vídeo sobre o PCR e a música em sua homenagem:



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